sábado, 4 de abril de 2015

PÁSCOA - RESSURREIÇÃO DE CRISTO


1 Coríntios 15.1-19

                Duvidar do que a Bíblia diz é prática antiga. As ideias defendidas pelos apóstolos também foram rejeitadas por muitos. No texto de 1 Co 15.1-19, vemos o apóstolo Paulo trabalhando o tema ressurreição de Cristo, porque alguns duvidavam do ensino do apóstolo.  
                No livro Mais que um Carpinteiro, de Josh McDowell, falando da ressurreição de Cristo, encontramos o questionamento: Quem morreria em defesa de uma mentira? O livro fala ainda da morte dos apóstolos, dizendo que somente um morreu de morte natural.
                Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana, no período em que o judeu comemorava a páscoa. Quando o judeu lembrava a libertação do cativeiro, Jesus libertou o seu povo dos pecados deles, quando morreu e ressuscitou.
A ressurreição de Cristo é tema central do Evangelho. O documento que temos para argumentar sobre a ressurreição de Cristo é o Evangelho. Enquanto há quem queira prova científica, nós confiamos no Evangelho como prova suficiente sobre o assunto. A crucificação e ressurreição de Cristo são fatos centrais do Evangelho. Jesus morreu e venceu a morte para nossa salvação. O túmulo ficou vazio.
A ressurreição é fundamento para a fé. “Negar a ressurreição de Cristo seria tornar o cristianismo em ilusão. Não haveria perdão dos pecados” (Bíblia de Shedd). As ideias se espalham pelo mundo a fora. Certas ou erradas, chegam a vários lugares e atravessam gerações. Já no tempo de Jesus, os saduceus não criam na ressurreição. O apóstolo Paulo vai combater o mesmo pensamento contrário à Palavra de Deus: a não aceitação da ressurreição. Todo o trabalho da Igreja estaria comprometido se Cristo não ressuscitou e vã seria a nossa fé.
A ressurreição é fundamento para nossa esperança. Tal assertiva é confirmada por Pedro em sua primeira carta: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1Pe 1.3).
                Cristo ressuscitou. Podemos continuar pregando esta verdade.

                       Pr. Mário Lopes

quinta-feira, 2 de abril de 2015

JESUS É O NOSSO REI - Domingo de Páscoa!

Mateus 21.11
            Vivemos a crise da governabilidade. Falta confiança em quem governa. Para a Igreja de Cristo, no entanto, há outro governo, o governo de Cristo, que é o nosso Rei.
            Mateus 21.1-11 apresenta Jesus sendo aclamado Rei. Por onde passaria o Senhor, colocaram roupas e ramos de árvores.
            No tempo de Jesus, quando o Império Romano dominava, Israel esperava um libertador que libertasse o povo nos molde de um guerreiro. Jesus foi rejeitado porque não foi entendido como o grande libertador que é. Mas a libertação que Jesus proporciona é no campo espiritual, principalmente. Como naquele tempo, hoje muitos estão esperando que Jesus liberte mais no campo físico do que no campo espiritual, sem perceber que um reflete no outro. O que vemos ainda no capítulo 21 de Mateus são atividades de Jesus no templo, expulsando os que ali comercializavam e curando enfermos. Ele não ocupou um palácio.
            Jesus quer que estejamos debaixo do seu domínio, mas temos vontade própria, e acabamos nos encaminhando para fazer o que o coração deseja, sem lembrar que “Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto. Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.8-10).
            O “domingo de ramos” é celebrado para lembrar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando, reconhecido como rei, não foi recebido como tal. Que hoje cada um de nós possa reconhecer e submeter-se ao Rei dos reis, o Senhor Jesus.

       Pr. Mário Lopes

A VALORIZAÇÃO DA FAMÍLIA

1 Coríntios 7.25-40

            As atitudes das pessoas em relação à família nunca foram satisfatórias. Mas hoje parece que a desatenção à família é ainda maior. Atualmente, na sua constituição, encontramos as mais variadas formas. Chamam de família a reunião de dois homens com criança; de duas mulheres com criança. Temos ainda a geração de crianças fora do casamento. Vemos crianças que crescem ou sem a figura do pai ou sem a figura da mãe. Em vista disto, surge uma orientação, da qual tenho ouvido falar, para suprimir o Dia das Mães e o Dia dos Pais, e estabelecer celebrações à família. Mas, que família? O que é família?
             Algumas constatações: No Brasil, fala-se em passeata para pedir o fim de um governo reeleito há pouco mais de quatro meses. Lava-jato deixou de significar lavar o carro, mas passou a ter o sentido de lavar dinheiro. No mundo, Jovens rebeldes praticam coisas terríveis. Antes, chegar à faculdade era motivo de alegria; hoje, é de preocupações, porque os trotes estão cada vez mais humilhantes e violentos. Na política está difícil encontrar dignidade e honestidade. Crianças são abandonadas em lixeiras e também levadas ao crime. Assaltos, assassinatos, são frequentes. Atos terroristas acontecem pelo mundo a fora.
            1 Coríntios 7 é um texto que desencoraja o casamento em tempo de perseguições e ameaças de morte contra a igreja. Melhor seria que cada um permanecesse no estado em que se encontrava. Se estivesse casado, assim continuasse; não estando, não procurasse casamento, isto para não prejudicar a dedicação à família. Pretendia assim o apóstolo Paulo evitar sofrimento, porque, morto o crente casado, haveria uma família desamparada a chorar a sua perda. Por outro lado, a pessoa livre da responsabilidade de cuidar da família poderia melhor servir ao Senhor.
            O que aprendemos é que a família precisa de cuidados, mas está abandonada. E essa é uma das razões porque convivemos com tantos problemas de ordem social, moral e espiritual.             

                                    Pr. Mário Lopes

A PERSEVERANÇA DOS SANTOS


            A instalação de trabalho visando à formação de uma igreja acontece com frequência. Pessoas passam a se relacionar com o grupo e o esforço dos interessados no trabalho para que as pessoas permaneçam torna-se visível. O trânsito de pessoas vai acontecendo de modo a animar ou desanimar quem quer realmente ver o trabalho crescer. Há quem sofra por causa daqueles que não permanecem firmes, sem, contudo, considerar às vezes o que a Palavra do Senhor ensina.
            “Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair do estado da graça, nem total, nem finalmente; mas com toda a certeza hão de perseverar nesse estado até ao fim e serão eternamente salvos”. Esse texto da confissão de Fé de Westminster considera os ensinos dos apóstolos Paulo, João e Pedro. A verdade é que pertencemos a Deus e ninguém pode tirar-nos das mãos do Senhor.
Perseveramos não por nossa vontade, mas devido à imutabilidade do decreto de Deus quando nos elegeu, motivado pelo seu amor, pela eficácia da ação de Cristo, pelo convencimento do espírito. Tudo isto porque somos alcançados pela graça de Deus.
Alguns, porém, pelas tentações de Satanás e do mundo, pela força da corrupção que nos acompanha e devido à “negligência dos meios de preservação, podem cair em graves pecados e, por algum tempo, continuar neles; incorrem assim no desagrado de Deus, entristecem o seu Santo Espírito e de algum modo vêm a ser privados das suas graças e confortos; têm os seus corações endurecidos e as suas consciências feridas; prejudicam e escandalizam os outros e atraem sobre si juízos temporais” (Confissão de Fé de Westminster).
Como no passado, hoje, alguns dos escolhidos, afastando-se de fazer o seu melhor, aborrecem o Senhor, mas a misericórdia os alcança. Os que são de Deus perseveram.

       Pastor