domingo, 30 de junho de 2013

O LIVRE ARBÍTRIO


O LIVRE-ARBÍTRIO
Gênesis 4.1-7
            Quando Caim desejou matar o próprio irmão, ouviu do Senhor: “Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.6-7). As pessoas gostariam de agir corretamente, fazendo o bem, mas por que não conseguem? Como explicar? Tendo vontade própria, por que não fazem o que preferem? Penso que a Confissão de Fé nos ajuda quando, ensinando sobre o livre-arbítrio, fala dos estados em que os homens se encontram. Há no homem uma liberdade natural, que não é forçada nem para o bem nem para o mal.
            Para entendermos sobre o livre-arbítrio, devemos considerar:
            a) Estado de inocência – Neste estado, o homem estava livre para fazer o bem, mas podendo fazer o mal, não conhecendo, contudo, as consequências da perversidade. Somente Adão e Eva viveram neste estado.
            b) Estado de Pecado – Quando entra no estado de pecado, o homem perde completamente “o poder de vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação” (Confissão de Fé). Está morto espiritualmente, incapaz de fazer alguma coisa pela própria salvação.
            c) Estado de graça – Quando passa para o estado de graça, ficando livre da escravidão, o homem se vê habilitado a fazer e querer o que é espiritualmente bom.
            d) Estado de glória – Chegará o dia em que a vontade do homem será perfeita. Estará ele no estado de glória, graças a Jesus, que pagou o preço pela transferência.
             O homem depende da transferência, que somente Deus pode fazer, para um estado quando, então, poderá realizar o que é bom. Permanecendo no estado de pecado, estará preso, amarrado. 

Rev. Mário Lopes

sábado, 22 de junho de 2013

JESUS – NOSSO MEDIADOR - 1 Timóteo 2.1-7


JESUS – NOSSO MEDIADOR
1 Timóteo 2.1-7

            Pessoas querem chegar a Deus, mas buscam caminhos que as levam cada vez mais para longe do Senhor. Vemos quem confia na religião, no líder espiritual, nos rituais. Nada resolve! É uma necessidade encontrar Deus, e morre sem salvação quem não o encontra.
            Há um único caminho, instituído por Deus, que leva à presença do Senhor: JESUS. Ele mesmo afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Ajudar as pessoas a acertarem o caminho, é a nossa missão.
            Colocar Jesus como mediador entre Deus e o homem revela a bondade do Senhor. Afinal, não temos nada a oferecer ao Senhor, que continuará sendo Deus sem nós. Mas sem Deus não teremos os benefícios que ele acrescenta dia após dia à nossa vida. É preciso ter comunhão com Deus, e somente Jesus nos faz filhos do Deus Pai.  
            Como mediador, Jesus exerce os ofícios de Profeta, Sacerdote e Rei.
          O Sacerdote Jesus oferece a si mesmo pelos nossos pecados. A carta aos Hebreus ensina que “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22), dando grande ênfase ao sacerdócio de Cristo, considerando-o superior.
            O Profeta Jesus comunica a salvação. “Com toda a certeza e eficazmente aplica e comunica a salvação a todos aqueles para os quais ele a adquiriu” (Confissão de Fé).
            O Rei Jesus governa e dirige nossas vidas, cuidando de cada um com amor.
            Jesus, sim, este é o nosso mediador. Nele podemos confiar!

Rev. Mário Lopes

domingo, 2 de junho de 2013

AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO



Gênesis 3.1-13
A Confissão de Fé de Westminster quando trata sobre o pecado diz: “Nossos primeiros pais, seduzidos pela astúcia e tentação de Satanás, pecaram, comendo do fruto proibido”. Aqui temos a origem de todo mal.
            Como consequências do pecado podemos apontar:
            1. Quebra da comunhão com Deus. O homem não continuou na presença de Deus após a queda, o que veio a significar morte espiritual. Não estando na presença de Deus ocorre a perda de qualidade existencial. Seria como se perder a blindagem contra o mal. O homem sem Deus fica espiritualmente vulnerável.
2. A desordem mundial. O mundo é o que é, mas não é o que poderia ser. Digo isto para enfatizar o quanto estamos distantes do que poderia ser o mundo em que habitamos. Logo após falar sobre a expulsão do casal do jardim, a Bíblia passa a narrar sobre Caim e Abel. Vemos, então, o primeiro homicídio. Na conjuntura atual observamos a violência, a desigualdade social, os problemas econômicos que as autoridades mundiais não conseguem resolver. Há dificuldade econômica na Europa, na América Latina. Temos enfermidades, dificuldades emocionais com desdobramentos para as questões éticas e morais.
3. A morte de Cristo. “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22). Mas não poderia ser qualquer sangue para resolver o grande problema advindo do pecado. O sangue deveria ser de alguém perfeito, sem defeito. Jesus, então, morre porque o pecado entrou no mundo. Este ato de Jesus vai ser lembrado às gerações posteriores, por determinação dele mesmo, quando instituiu a Ceia.
O pecado entrou no mundo quebrando a comunhão que o homem tinha com Deus; causou, ainda, desordem mundial, e foi o motivo pelo qual Jesus morreu. Podemos concluir dizendo que Deus continuou amado suas criaturas. E o que receber Jesus viverá eternamente na presença dele.

Rev. Mário Lopes